Abramos el cesto del sagrado saber
Que hablen nuestros ancestros
Dejemos sonar los cantos y rezos ancestrales
Que nos guíen por los caminos de La paz
E La compresíon entre los hombres

26 março 2011

Círculos Femininos - Clã Filhas da Lua

Encontro de mulheres na Lua Nova 

Todos os meses, no primeiro dia de lua nova, nos reunimos as 20h no Espaço Rapa Nuy em um Círculo Feminino, aberto a qualquer mulher independente de idade, crença, menstruante ou não.

"Uma experiência de resgate simbólico da energia ancestral coletiva feminina onde mulheres em meio a agitação das cidades, guiadas por suas próprias crenças, perpetuam sua linhagem feminina por meio da sacralidade de seus corpos". (Sabrina Alves)





Condução:
Tatiana Almeida

Informações:

(51) 3235.2124
espacorapanuy@gmail.com

Contribuição: R$ 20,00 + lanchinho para compartilhar



AGENDA DE 2013 Encontros na Lua Nova
11/Jan
10/Fev 
11/Mar 
10/Abr 
09/Mai
08/Jun 
08/Jul 
06/Ago 
05/Set 
04/Out 
03/Nov 
02/Dez 

22 março 2011

Atendimentos com Pajé Tchydjo - Março/2011

Projeto "Arte e Beleza da Terra"

02/04/11

OFICINA DE PERMACULTURA

Condutor: Lívio - Guardião do Sítio Francisco de Assis (Viamão/RS)

Nesta oficina será construído um Espiral de Ervas.

Hora: 9h ás 13h

Contribuição: R$ 15,00 + uma mudinha


"Este Projeto que tem como propósito desenvolver oficinas relacionas a Permacultura (cultura permanente), proporcionando conexão com a Terra em plena cidade, através do espaço Rapa Nuy, que proporciona um espaço amplo com árvores frutíferas e terra para plantar!

A conexão com a Terra é ancestral, e o simples ato de estar em contato com as plantas, nos proporciona equilíbrio e tranquilidade, desacelerando nossa mente acostumada ao ritmo intenso da cidade.

O projeto será realizado com 1 OFICINA por mês, de bioconstrução e plantio ou bioprodução (produtos naturais e produtos feitos com "lixo") e está sendo desenvolvido pelo irmão Livio, Arte-educador-ambiental e Guardião do Sítio Francisco de Assis, localizado na zona rural de Viamão, espaço onde vem desenvolvendo eventos e diversas obras relacionadas a educação ambiental e espiritual.

A primeira oficina será no dia 2 de abril a partir das 9h da manha, onde será construído um Espiral de Ervas. Este canteiro em forma de espiral apresenta diferentes níveis de terra e em um pequeno espaço pode-se ter diferentes tipos de plantas, como: chás, temperos, verduras e hortaliças".

"VAMOS CONSTRUIR JUNTOS A NOVA TERRA, SEMENDO A SAÚDE E HARMONIA DAS PLANTAS"

18 março 2011

Pajé Kuni retorna ao Rapa Nuy


Queridos (as), o Pajé Kuni retornará ao Espaço Rapa Nuy antes de voltar a sua Aldeia no Acre.
É com muita alegria que convidamos a todos para dias 25 e 26/03 se banharem nesta Fonte... Estar diante do Kuni é beber de muita História, Simpatia, Humor, Sabedoria e Amor Puro.

Não percam esta oportunidade!

25/03
20h - PALESTRA SOBRE A CULTURA YAWANAWA

26/03
09h ás 15h - FEITIO DE RAPÉ segundo a Tradição Yawanawa
20h - CERIMÔNIA COM UNI - Bebida Sagrada Yawanawa


É fundamental sua inscrição antecipada, colabore com nossa organização!

CONSULTA INDIVIDUAL COM HORA MARCADA.

Maiores informações na agenda do blog


Inscrições:
(51) 32352124 / 99438293
espacorapanuy@gmail.com

Abraço,
Ana e Tati

14 março 2011

Sthan Xannia em Porto Alegre/RS

Queridos, teremos o prazer de receber em nossa Casa o irmão Sthan Xannia, do Núcleo de Cerimônias e Vivências Filhos da Terra - São Paulo/SP.

Sthan é um Homem de Medicina, lidera cerimônias de tenda do suor, busca da visão, plantas sagradas, danças de cura e canções de poder. é um pesquisador atuante das tradições nativas brasileiras e norte-americanas. Aprendeu com os navajos várias técnicas de cura (ancestralidade, dores no corpo, depressão, perda de energia vital, ativação de fitas do DNA, resgate do feminino e auto-estima, magia e poder pessoal, massagem e oráculo nativo). Formado em várias terapias complementares (florais, fitoterapia, aromaterapia, cristaloterapia e bioginástica), desde os anos 80 vem desenvolvendo trabalhos de cura aplicando técnicas próprias de respiração, renascimento, dança, canto, chocalho e tambor.

Viaja pelo Brasil, Europa e EUA conduzindo workshops para diferentes grupos. Vem implantando uma abordagem dinâmica em treinamento terapêutico para lideres de vários segmentos. Tem um trabalho que se destaca por unir de maneira simples os ensinamentos dos índios do norte e do sul, adaptando-os à nossa realidade e às nossas necessidades diárias. É considerado hoje um visionário dentro da sua área xamânica, holística e tem como meta curar e resgatar a plenitude e bem estar do corpo, coração, mente e espírito.

De 07 á 11 de abril de 2011 Sthan estará conosco nos proporcionando belos momentos de reflexões e profundas aprendizagens. Venham compartilhar conosco desta linda presença!

Organização: Clã Filhas da Lua

07/04

PALESTRA com Sthan Xannia
“RESSONÂNCIA DA ALMA"

- 19h30 -
Contribuição: 1kg de alimento, velas, incensos ou 1 almofada para o espaço.

07/04 e 11/04
Orientação e atendimentos individuais
Com Sthan Xannia ((durante o dia))

Agendamento e informações:
(51) 32352124 / 98210643
Email: clafilhasdalua@gmail.com


Resgatando o Feminino Ferido c/ Sthan Xannia

A Roda Oeste

Resgatando o Feminino Ferido

11/04 - 19h30min

Facilitador: Sthan Xannia

Público: Feminino

O ser Mulher, talvez seja o aspecto da vida que mais tenha sofrido repressões e traz em si marcas dolorosas que podem refletir em grandes estagnações energéticas, congelamentos e infelicidades.

Quanto mais conhecemos e compreendemos essas energias, abrimos caminho para uma vida vibrante e um equilíbrio interno. Assim, podemos viver e ser a nossa própria essência.

Dentro da tradição nativa o feminino está posicionado no Oeste. Esta direção traz a possibilidade da clareza de vários aspectos. Tudo que se relaciona com este ponto cardeal nos fala de medos, sombras, mágoas profundas, a força do ser mulher, plenitude do sagrado feminino, como também nos traz as ferramentas de como aprender a nos posicionar dentro do que é sagrado para que este feminino seja verdadeiro e sem medos.

Viver esta essência significa AMAR A SI MESMO, criando melhores condições de encontrar parceiros que possam compartilhar a vida de forma verdadeira e íntima.

Cada ser humano está ligado consciente ou inconscientemente às energias que fluem do Universo. A partir do momento em que desabrochamos para elas, criamos uma participação ativa dentro desse fluxo que nos permite perceber com clareza as manifestações deste feminino.

A possibilidade de curar as feridas do feminino representa o caminho mais direto para entrarmos em contato com este mar de energia que pulsa, vibra e mantém amorosamente a vida.

Esta vivência destina-se a todas que queiram relembrar e aprender o caminho do coração e sonham em celebrar e dançar a plenitude de estar vivas.

"Resgatando o ser Humano para dentro da sua forma Sagrada de existir"
(Sthan Xannia)

Organização: Clã Filhas da Lua
Ana Paula Andrade

Meditação com Tambores -

10/04/11

MEDICE DRUMS
com

STHAN XANNIA

Meditação com Tambores

na Ressonância do Espírito

18h ás 21h



“As Canções de cura, com a ressonância e reverberação do tambor, permitem a mudança vibracional das células."

(Sthan Xannia)





A Linguagem dos Tambores antecede a escrita tornando ele um dos mais antigos meios de comunicação da terra.

A arte de Meditar com o Tambor é baseada num conhecimento milenar, com mais de 5000 anos. Nos dias de hoje é aplicado em diversas Escolas e Métodos de Terapias.

Dentro do Conhecimento Nativo o homem é entendido como fazendo parte do próprio som da Natureza, e assim terá de estar "sintonizado" com ele mesmo e com o ambiente que o rodeia, de forma a viver uma vida plena, livre e criativa.

O som dos Tambores tem sido usado, durante séculos, para fins curativos e expressivos.
Os Povos Nativos chegaram à compreensão das Leis de Harmonia Universal que governam o fluxo vibratório e desenvolveram uma ciência sutil do som que ressoa em harmonia com os sons da própria natureza.

A Meditação com Tambores, induz o cérebro a produzir ondas Alfa, aumentando a capacidade para atingir um estado de profundo relaxamento, estabilidade mental e emocional, aumento da criatividade, concentração e capacidade de ação, reforço do sistema imunológico, harmonização das células do corpo, libertação de padrões antigos e aumento da auto-confiança, proporcionando equilíbrio a nível físico, mental, emocional e energético.

Contribuição: R$ 30,00 por pessoa

Inscreva-se com antecedência!

Traga Instrumentos de Percussão (caso tenha), para vibrarmos juntos as Bênçãos da Medicina do Tambor!

Facilitador: Sthan Xannia

“Os ritmos de cada ser, vibram em uma determinada freqüência como muitos instrumentos que, juntos, tocam em harmonia. Diversas pessoas Tocando seus Tambores, a combinação de todos os diversos biorritmos das mentes e dos corpos juntos, produzem uma “melodia” muito especial, que elevada a freqüências mais sutis (com inúmeras repetições), inunda a todos de uma Paz infinita”

Curso Massagem Nativa com Sthan Xannia


Curso de

Massagem Nativa

com Sthan Xannia

09 e 10 de abril de 2011


Dentro do Universo Nativo existe um farto campo de possibilidades de cura e auto-cura, visando sempre a melhora do ser humano e uma reconexão com o seu sagrado existir.

A Massagem Nativa foi desenvolvida através da observação dos animais. Cada animal tem um movimento particular e tem uma conexão com uma determinada parte do corpo. Nós seres humanos não sabemos lidar com a força do nosso instinto animal. Força essa que nos rege diariamente em tudo o que está ligada a sobrevivência e a arte de viver bem. Ajuda no resgate do poder pessoal, muitas das vezes este poder está bloqueado gerando a sensação que não vamos dar conta, não temos a estrutura para lidar com as situações do dia-a-dia.

Muitos dos problemas ligados à auto-estima, depressão, estresse, falta de foco e estrutura física está ligada à forma que a nossa parte animal se sente impotente diante das situações e isso tudo é somatizado imediatamente no corpo.

Feita com as mãos sobre o corpo, acessa camadas profundas do físico, do emocional, do mental e do físico fazendo com que a parte ligada a instintos se comunique com os sentidos, trazendo um perfeito equilíbrio entre o racional e irracional. Também são usadas ervas e canções de cura.

Esta técnica é um forte aliado para quem já trabalha no campo terapêutico como também um grande passo para quem desconhece qualquer coisa dessa área.

Descubra seu curador interno que se movimenta constantemente e vibra dentro de cada você.

Programa

Que tipo de relação temos com nosso corpo
As direções sagradas do corpo
Bloqueios emocionais
A energia animal dentro do nosso corpo
A energia da Criança interna dentro do corpo
Poder pessoal (auto-estima, depressão, angústia, desânimo)
Expansão de energia vital
Energia vital bloqueada
Ervas para massagens
Os movimentos e a energia dos animais dentro da massagem

Todo programa será prático, todo o curso será dentro das técnicas de massagem nativa.

Durante o processo deste curso Sthan também estará passando fundamento das 4 direções e rezas com ervas sagradas.

Inscrições e informações:
(51) 32352124 / 98210643

clafilhasdalua@gmail.com

Organização: Clã Filhas da Lua
Ana Paula Andrade

Roda de Cura com Sthan Xannia

08/04/11

Vivência de RODA DE CURA

c/ Sthan Xannia

- 19h30min -

Local: Espaço Rapa Nuy


DESCONSTRUÇÃO E TRANSFORMAÇÃO

Aprendendo a fazer escolhas felizes*

O desejo de todos é de se tornar especial, indispensável, brilhante. Porém, a realidade atual lhes “podam as asas”, desmotivando e impedindo o crescimento integral. O objetivo deste trabalho é conduzir o indivíduo por um processo de transformação, durante o qual você abrirá novas janelas de realidades e percepção do Ser, criando novas oportunidades, reconectando-se com sua origem e estabelecendo a fé e o equilíbrio necessários para uma vida plena.

Depois de passar pelos três níveis de desconstrução, investigação e reformulação de seus pensamentos, visão e sentimento sobre si mesmo, o individuo se torna energizado, de posse de seu poder pessoal, com magnetismo e poder de atração a ponto de assumir o comando das suas escolhas conscientes, apropriadas ao desenvolvimento dos projetos de vida.

Isso é mais do que um curso de auto conhecimento ou de motivação, é uma Vivência, é uma proposta de transformação.

O propósito da desconstrução é desativar todas as armadilhas que foram desenvolvidas ao longo da existência e que o impedem de ir além da sua zona de conforto. Desprender-se de todo o aparato emocional, mental, material, social e cultural que você acredita que servem de apoio e que o fazem ser quem você pensa que é, e não quem você realmente é.

Depois de reconhecer todas as influências do mundo externo, e todas as formas de pensamentos e conceitos que prendem e limitam em suas potencialidades, é necessário criar um ponto zero onde todas as informações sabotadoras ficarão isoladas e sem nenhuma atuação sobre você.

Para desconstruir uma por uma, inicia-se uma investigação através de práticas simples, tais como Parar, Pensar, Sentir e no final entender quem você é, o que sente, o que está fazendo aqui. Aprender a usar as pausas, a presença, praticar a entrega, usar a reflexão e a não ação e adotar uma atitude positiva produzem por si só a consciência e a necessidade de uma reformulação pessoal.

A reformulação pessoal é o processo mais importante e mais lento na busca do poder pessoal. Exige flexibilidade, criatividade, paciência e vontade. Vencer os “torturadores da alma”, dentre os quais a rotina, a ansiedade, o medo e a solidão é um dos principais aprendizados que se pode obter na trilha do auto conhecimento e auto realização. Enquanto isso não ocorrer, toda potencialidade permanece inexplorada e enterrada em algum lugar bem profundo. Acessar o poder em essência tem relação com a permissão de que a luz pessoal brilhe e ilumine a escuridão de outras pessoas. Existir no dia a dia com o máximo entusiasmo e paixão pelo milagre que está acontecendo.

Não conviva com situações que não lhe pertencem. Deixe de lado a falta, que pode ser falta de amor, falta de dinheiro, falta de saúde, tudo isso pode ser eliminado de sua vida quando você elimina os bloqueios que deram origem a estas situações.

De tudo isso, sempre fica o seguinte: o nosso poder pessoal pode nos levar a alcançarmos tudo que desejamos! Ser feliz com suas escolhas!

- Obter o sucesso, a felicidade, na vida, no amor e nos seus objetivos pessoais, mudando os conceitos de mundo que impedem o desenvolvimento do poder pessoal, a confiança em si mesmo e na sua capacidade de obter a auto realização na vida, no amor e nos seus objetivos pessoais.

- Ampliar os horizontes e romper com as certezas de que só existe uma realidade e limitadas possibilidades na vida.

- Transformar velhas crenças e reeditar registros internos formadores de padrões de atuação inconsciente que conduzem ao fracasso e a dor.

- Descobrir como é o SER sem os vícios e dramas herdados de ancestrais; sem a manipulação do meio social; sem a pressão dos inimigos internos (sabotadores).

* Este texto foi elaborado segundo os ensinamentos sobre o Caminho Vermelho e a Roda de Cura, por Sthan Xannia


01 março 2011

Coração Yawanawa no Rapa Nuy







Inteireza, Verdade, Alegria, Pureza, Coração...
é como consigo definir o Encontro com o irmão Yawa Kuni.
Nunca senti tanta Paz e tanta mansidão em meu coração... Kuni nos deixou mergulhados numa atmosfera de Amor, dentro de um Mundo Encantado.
Vivemos 5 dias na presença deste Ser Estrela e parece que vivemos 6 meses, de tão intenso e grandioso o que recebemos.

Alguém definiu o Festival Yawanawa no Acre como "cinco dias de festa no céu", eu descrevo a estada do Pajé Kuni no Espaço Rapa Nuy como "cinco dias na floresta, na presença dos Encantados".

Não poderia deixar de agradecer aqui os amados de Curitiba, meu irmão e amigo Costa e a querida Karencita, por nos presentiarem com esta riqueza!
Ana Paula Andrade (Yawa Wanu)

Costa Rebelo, Rafael Dusik e Adriano

Julia, Kuni e Karenn

Ana Andrade, Yawa Kuni, Rafael Dusik e Tatiana Almeida

Yawanawa: Registros do VIII Festival Yawa

Textos: Flaviano Schneider Fotos: Onofre Brito
Interação com outras tradições religiosas

"Desde a abertura em fevereiro de 2009 da Aldeia Sagrada, onde hoje está localizado o Centro de Formação e Memória do Povo Yawanawá, Biraci manifestou interesse em interagir com outras manifestações espirituais do planeta.

Neste festival além do Santo Daime estiveram presentes pessoas que cultivam outras linhas como União do Vegetal, Xamanismo, ayahuasqueiros independentes. Até um monge, com seu traje cor alaranjado, participando das cerimônias, dançando e brincando como um menino apareceu por lá. Trata-se do monge Dada Suvedananda, nascido nas Filipinas e responsável na América do Sul pela organização Ananda Marga, que está presente em 145 países do mundo, promovendo treinamentos e ensinando práticas milenares de Ioga e meditação. Dada trabalha com Ioga espiritual. Há 38 anos, pratica meditação e hoje medita quatro vezes por dia, totalizando cerca de três horas diárias. Viveu durante doze anos na África onde morou em 30 países. Há nove anos veio para a América do Sul residindo atualmente no Rio de Janeiro. Para ele, espiritualidade é comunidade e o dia a dia dos Yawanawás mostra o quanto eles são elevados espiritualmente.

Do Norte do México veio a cerimônia do Temascal (sauna sagrada) trazida pelo índio Teska, do povo Quatitil, descendente dos Aztecas. Ele nasceu em São Luis Potosí, santuário do peiote (planta sagrada dos índios norte-americanos e mexicanos) e apresenta a cerimônia juntamente com Adriana, a esposa brasileira. Teska conta que o Temascal é praticado pelos índios do Norte do México e Sul dos Estados Unidos (os peles-vermelhas), havendo registros em cavernas de sua existência há 40 mil anos atrás.

No terreiro da aldeia Yawanawá foi montada a barraca de forma circular da sauna sagrada e durante todos os dias aconteceram sessões do Temascal, sempre acompanhado de cânticos apropriados, alguns da tradição original Quatitil. Segundo Teska, a barraca representa o útero materno, o retorno à vida intra-uterina. Também representa a noite de onde se sai para o dia, purificado. Do lado de fora da barraca é acesa uma fogueira na qual são colocadas pedras de três a cinco quilos até ficarem vermelhas. Estas pedras são colocadas no interior da barraca, bem no meio, e sobre elas primeiro são colocadas ervas aromáticas e medicinais – que espalham calor e perfume ao ambiente – e depois é derramada água sobre as pedras o que provoca um forte vapor de água que enche todo o ambiente.

Este procedimento é feito quatro vezes. Durante cerca de uma hora, 20 pessoas adentram à tenda. O calor é quase sufocante e o suor escorre em bicas. Enquanto isso, são entoados cânticos, qualquer um podendo participar. No final um banho no rio Gregório e uma agradável sensação de descarrego e leveza. O Temascal é uma pré-cerimônia ao uso ritual do peiote, adaptando-se perfeitamente como pré-cerimônia ao Uni ou Daime.

Brincadeiras e danças: o motor do festival

O Festival Yawa tem duas partes distintas: a lúdica e a espiritual, ambas sempre acompanhadas de canções. É preciso dizer que os Yawanawás são afinadíssimos, as vozes são maravilhosas e os cânticos, belíssimos. Algumas canções são cantadas apenas nas brincadeiras e danças, outras somente nas cerimônias com Uni e, finalmente, algumas são comuns aos dois momentos.

As brincadeiras e as danças são o motor do festival. Elas ocorrem durante todas as manhãs até meio-dia ou mais e, à tarde, a partir das quatro horas mais ou menos, e entram noite adentro. Algumas lembram as brincadeiras de roda, outras são específicas, sendo as mais notáveis as brincadeiras/danças: do lançamento do bastão, do jabuti, das abelhas, do macaco prego, do urubu, do morcego, da cana, do mamão, do peixe-boi, do carapanã, do sapo, entre tantas outras.

Elas são puxadas pelo incansável pajé Yawa, pelo Biraci, o velho Tatá, as duas irmãs pajés Putany e Ushahu, outros adultos e até por jovens como Xaneihu, filho de Biraci, estudante de administração na capital acreana e um dos líderes que despontam na nova geração de índios acreanos.

Nani Yawanawá é um dos maiores líderes entre os Yawanawá. Ele e a esposa Fátima administram a aldeia Nova Esperança. Fátima é a grande animadora, sempre convidando todos a entrarem na roda. Nani explica que as brincadeiras não se destinam à diversão simplesmente. Elas vão além, tem um significado e um proveito que se tira dela. Ele conta que a brincadeira do lançamento do bastão (que hoje é feito com madeira bem leve) representa como os guerreiros eram escolhidos no passado para a guerra. Os guerreiros tinham que mostrar habilidade para pegar no ar a lança atirada contra ele e no mesmo ato devolvê-la contra o oponente, só assim iriam para a guerra. Na escolha original, os guerreiros Yawanawás usavam não um bastão, mas uma lança de verdade, de guerra.
Na brincadeira do peixe-boi, os índios fazem uma espécie de desafio. Dois deles vão para o meio da roda, cada um deles munido de um talo de folha de bananeira, de aproximadamente dois metros e após alguns passos desferem uma forte chicotada com o talo nas costas do oponente. O estalo é forte e dependendo costuma deixar uma mancha cor de sangue. O índio Aldaíso Yawanawa (Viñu), que é universitário em Tarauacá e participa da coordenação da festa conta que a brincadeira é uma hora de tirar as mágoas de um para o outro. Um índio que não esteja gostando do seu cunhado, da maneira como ele trata sua irmã, pode ser desafiado. As mulheres também tiram suas diferenças na ocasião. Depois das lapadas os oponentes saem abraçados demonstrando que as mágoas acabaram ali. Conta Aldaíso que antigamente os índios utilizavam para as lapadas outros tipos de chicotes como o talo de buriti trançado, o cipó Ruti, que é duro e cheio de nós, ou o couro de anta curtido. “Era escutar o estalo e ver o sangue descer” – disse. Ele adianta que no próximo festival os chicotes tradicionais começarão a ser reintroduzidos.

A fotógrafa Livia Buschele, que está fazendo um livro de fotografias sobre o povo Yawanawá, conta que no início ficou um pouco inibida de entrar nas brincadeiras, mas depois viu que os índios têm o maior prazer em ver os visitantes na roda, o que a animou a brincar também. Foi o que se viu todos os dias, índios, brasileiros, estrangeiros, homens, mulheres, crianças e velhos girando a roda da alegria das danças Yawanawás, cantando canções maravilhosas e sentindo a satisfação de simplesmente brincar.

FONTE:

Publicado no página 20, aqui: http://www.pagina20.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10226&Itemid=14

Cerimônias do rapé e do Uni

O Uni é a bebida sagrada dos Yawanawás. ‘Ela leva ao outro mundo’, explicou um índio. É a mesma bebida conhecida por Ayahuasca, Daime, Vegetal, feitos com o cipó Jagube e a folha Rainha. No entanto os Yawanawá têm uma maneira própria de preparar a bebida, de maneira bem simples. A bebida é pouco apurada, mas eficaz nas sessões. No momento em que o pajé distribui a bebida ele sempre faz uma reza, para garantir a segurança da ligação. Os Yawanawás cultivam um tipo específico de folha Rainha, a Kawá, que significa ‘dona de todas as cores’. A linha Yawanawá se sustenta com a proteção dos espíritos da floresta e veneração dos ancestrais, dentre eles, o principal, é o velho Antônio Luiz, cacique falecido na década de 1970, que era médium e trabalhava com cinco entidades, segundo informação de Biraci. Hoje, a maior parte dos trabalhos com Uni são dirigidos pelo cacique Biraci, por Putany e por Yawa. As melodias do Uni são maravilhosas e tem o poder de conduzir a um mundo de luzes e à compreensão espiritual da consciência indígena.

O rapé é uma unanimidade entre os Yawanawás. Parece que todos gostam. Ele é feito unicamente de tabaco e cinzas de outras árvores,dentre elas o Pau Pereira. Soprado para dentro das narinas através de um instrumento tipo um bambu oco, o Tipi, e aplicado por um pajé provoca uma forte reação nos mais inexperientes. Também pode ser aplicado pela própria pessoa com outro instrumento denominado Kuripe.

O índio Kapakuru, que significa quatipuru roxo é um dos principais feitores e aplicadores do rapé. Conhecido na aldeia e fora dela como Manoel, ele explica que o rapé é uma tradição cultural e espiritual do povo Yawanawá. Ele é usado como consagração depois do trabalho, para desabafar, relaxar, esfriar a memória. Ele pode ser usado a qualquer hora e tira o enfado físico mental e espiritual, quando nasce um novo pensamento, uma idéia nova. O ideal é usar o rapé na hora da cerimônia do Uni, as duas energias se unem e o Uni vem com mais luz, mais perfeito, mais profundo. São duas energias que se unem. Há quatro anos ele não fazia rapé. Começou a observar e experimentou fazer. Antes, ele explica que o feitor do rapé passa sua energia para a medicina do rapé. Assim que fez rapé pela primeira vez, Manoel o apresentou ao cacique Biraci. “Seu rapé é nota 10 e você tem a missão de se tornar pajé do rapé” teria dito Biraci. A partir de então Manoel foi aperfeiçoando seu rapé e ficou sendo o feitor oficial do cacique. “Tenho essa missão de fazer rapé” – concluiu.

FONTE: Bia Labate

Festival Yawa - Yawanawa - Aldeia Nova Esperança

Palestra c/ Pajé Yawa Kuni no Rapa Nuy - fev/2011








Aprendendo com o Povo Kaxinawá


Aula com Txana Dasú Kaxinawá

Gratidão Beija-Flor
Gratidão Darshan, irmão querido de caminhada.
Raux Raux Raux

Roda de Cura para Mulheres - Jan/2011